![]() No amanhã, noite dos tempos, tempo de trevas, Sem candeeiros, velas, lâmpadas, estrelas;
Com poetas cegos, paisagens consumidas e crianças mecânicas, heranças do progresso bélico e do Grã silêncio que somos: Mudos.
Homens mortos, chamados sobreviventes, procurarão com a voz calada nos escombros do resto, no resíduo dos séculos, um pouco do eco de uma lenda verde.
E o uivo ecológico sobrevivente, vivo e sangrado, de dentro de uma semente, tentativa de vida no enxofre, responderá da restante memória:
"Teus antecedentes, homens sem medidas, brincaram com a vida".
Nelson Albissú
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