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Esperneia, esperneia a onda do mar.
Esperneia, esperneia até se quebrar
na beira da praia
e os búzios a rolar...
Cavalo de espumas a resfolegar,
dando coices na água na luta com o mar.
Cascalho de conchas, rodopio de peixes,
gravetos perdidos, sem rumo, a boiar...
A crina de algas coroando o mar.
O casco de conchas quebradas ao pisar,
a rede de folhas rasgadas a nadar.
Sargaços da cauda espanando o ar.
Esperneia, esperneia a onda do mar.
Espuma tão branca a esbravejar,
polindo, lavando a areia, aos meus pés...
Cavando com força buracos no chão.
Levando a tristeza,
lavando a saudade do meu coração.
Regina Alonso
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